Caridade e volunturismo aumentando a vulnerabilidade de crianças no Haiti. The Guardian

Doações de caridade dos EUA estão supostamente ajudando os órfãos do Haiti. Todavia, há sinais de que, ao contrário, os valores levantados estariam financiando o abuso e a negligência de crianças nos orfanatos no país caribenho, tal como revelado pela ONG Lumos.

Pelo menos 30.000 crianças vivem em orfanatos privados no Haiti, um país que sofreu vários desastres naturais que levaram ao deslocamento de muitas famílias. Mais de um terço dos 752 orfanatos do Haiti são financiados por doações do exterior no valor de US $ 70 milhões (£ 54 milhões), dos quais 92% provêm de doadores filantrópicos e de caridade nos EUA. Mas estima-se que 80% das crianças que vivem nessas instalações não são realmente órfãs: têm um ou mais pais vivos, e quase todos têm outros parentes, de acordo com o governo haitiano. A Lumos, ONG fundada pelo autor JK Rowling, faz campanha para o fim da institucionalização de crianças. Essa ONG acredita que o afastamento de crianças e adolescentes de suas famílias não apenas dificulta o desenvolvimento, mas torna esse público mais propenso a sofrer abusos.

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Adoção. JN

Série do Jornal Nacional mostra os caminhos da adoção no Brasil: um processo de construção da família […]  uma jornada que precisa de paciência e apoio: http://bit.ly/2se0Mg8

Em Portugal, o uso de drogas é tratado como questão médica, não como crime. NPR

“Até 1990, 1% da população de Portugal fazia uso de heroína. Tratava-se de uma das piores taxas do mundo. O governo português optou então por uma nova estratégia: descriminalizou todas as drogas. Iniciando-se em 2001, a posse ou o uso de qualquer droga – até mesmo heroína – é tratada como um caso de saúde, não como crime […] Os casos relativos à infecção por HIV caíram 95%”. [Atualizado em 22/06/17]

In Portugal, Drug Use Is Treated As A Medical Issue, Not A Crime
O fracasso das ‘drug courts’?

Quem cuida dos cuidadores de idosos? Carta Capital

“Em 63% dos casos, os acompanhantes morrem até quatro anos antes do familiar ou amigo enfermo por quem zelam”.

Quem cuida dos cuidadores de idosos?

 

‘Ela me batia porque eu a chamava de mãe’, diz menina torturada. Estadão

Dezembro de 2016. A sala da juíza Tatiane Moreira Lima, na Vara de Violência Doméstica do Butantã, na zona oeste, se transforma em uma pequena brinquedoteca, com direito a bexigas penduradas no teto e outros apetrechos. No colo da magistrada está M. J., de 10 anos, que tem no corpo as marcas das inúmeras agressões que sofreu. Por quatro anos seguidos, foi espancada e torturada pela própria mãe e pelo padrasto. Os castigos impostos a ela “por não deixar a casa limpinha” foram classificados pela juíza como brutais e incluíam, entre outras atrocidades, cortar a língua da menina e outras partes do corpo, inclusive o órgão genital, com alicate.

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Maternidade na prisão. Ipea

Jovem, de baixa renda, em geral mãe, presa provisória suspeita de crime relacionado ao tráfico de drogas ou contra o patrimônio; e, em menor proporção, condenadas por crimes dessa natureza – este é o perfil da maioria das mulheres em situação prisional no Brasil, inclusive das grávidas e puérperas1 que estão encarceradas nas unidades femininas.

As mulheres representavam, em 2012, 6,4% da população prisional do país, o que em números absolutos significa 35.072 do total de 548.003 pessoas presas2 . Certamente esse percentual já aumentou, considerando que o número de mulheres presas vem crescendo em largas proporções. Por exemplo, entre 2008 e 2011 tal crescimento foi de 27% na região Norte, 28% no Sul, 28% no Nordeste, 8% no Sudeste e 9% no Centro-Oeste, superando, inclusive, o crescimento da população carcerária masculina. Enquanto entre 2000 e 2012 a população carcerária masculina cresceu 130% a feminina cresceu 246%. Dados do ano 2000 apontavam que a população carcerária feminina era de 10.112 mulheres presas, tendo esse número saltado para mais de 35.000 em 20123 .

Dar à luz na sombra: condições atuais e possibilidades futuras para o exercício da maternidade por mulheres em situação de prisão

Encontro Interdisciplinar sobre o Testemunho. CES

Este encontro organizado como um dia de conferências e debates abertos ao público, visa discutir o estatuto epistemológico do Testemunho em diversas disciplinas das ciências sociais e humanidades. Sendo um tema tradicionalmente tratado pela filosofia, o testemunho adquire sentidos diferentes na própria disciplina filosófica e segue reapropriado por enquadramentos teóricos de outras disciplinas, revelando-se crescentemente pertinente e premente ponderar sobre as teorias e práticas testemunhais dos nossos dias a partir de campos do saber distintos […].

Enquadramento