Gênero, vulnerabilidade e agência

De outra parte, a tentativa de proteger a vulnerabilidade tem resultado em políticas em que a situação vulnerável parece estar sendo fixada, ou nos termos mais contemporâneos, estabilizada como um atributo, retirando a agência dos que são tomados como tal. O que até os anos 90 se configurava como a disputa entre a opressão e a transgressão passou a ser a contraposição entre a capacidade de escolha e a vulnerabilidade, trazendo efeitos que me parecem ter que ser melhor ponderados. Maria Filomena Gregori.

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A vítima tem sempre razão?

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Adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação apresentam mais problemas de saúde mental. Stanford Medicine

Depressão, abuso de drogas e outros problemas de saúde mental estão presentes de modo mais frequente nos casos de hospitalização de adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação do que em comparação com outros adolescentes hospitalizados.

Juvenile inmates have more mental health hospitalizations, study finds

A revolução que mudou o mundo. Fragmento

A autocracia, a família patriarcal e a Igreja ortodoxa constituíam barreiras institucuionais praticamente intransponíveis à emancipação feminina. A violência intrafamiliar, exercida pelo homem, exacerbada pelo álcool, era constante e impiedosa: os costumes, inclusive, autorizavam os maridos a chicotear suas mulheres. Dois ditados populares, entre muitos outros, exprimiam essa situação: ‘Quanto mais a mulher apanha, melhor a sopa’ e ‘As pancadas de um bom marido não doem muito tempo’. Adicione-se a isso o ‘direito de pernada’, que vigorava nos campos, em que se facultava ao sogro dormir a primeira noite de núpcias com a nora [p. 170].

 

REIS, Daniel Aarão. A revolução que mudou o mundo: Rússia, 1917. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. 241 p.

Número de medidas protetivas cresce 58,94% na Capital

O número de medidas protetivas concedidas a vítimas de violência contra a mulher aumentou 58,94% na Capital, segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), de janeiro a novembro de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano houve 1.672 deferimentos neste sentido na região, que ocupou o segundo lugar no ranking estadual, enquanto no mesmo período de 2016 houve 1.052 medidas concedidas.  Os números da Capital não incluem os bairros de Bangu, Barra da Tijuca, Campo Grande, Jacarepaguá, Leopoldina que têm fóruns regionais.

http://portaltj.tjrj.jus.br/web/guest/home/-/noticias/visualizar/54501

Magistrada do TJRJ avalia causas do aumento de prisões por falta de pagamento de pensão alimentícia

A crise econômica e a ausência dos pais na vida dos filhos são apontadas como fatores determinantes para o aumento nas prisões por falta de pagamento de pensões alimentícias no Estado do Rio de Janeiro, de acordo com a juíza designada desembargadora Maria Aglaé Tedesco, da 26ª Câmara do Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). A magistrada concedeu entrevista à TV Brasil nesta quarta-feira, dia 10.

http://portaltj.tjrj.jus.br/web/guest/home/-/noticias/visualizar/54312 

O vocabulário feminista que todos já deveriam estar dominando em 2017. El País

O que é sororidade? E cultura do estupro? Solucionamos todas as dúvidas neste pequeno dicionário

Número de registros de feminicídios no Rio cresceu 63% em 2017. O Globo

Não raro criticado por quem ataca o politicamente correto, o termo “feminicídio” é enquadrado a crimes com motivação ligada ao gênero. A palavra apareceu no século XIX. Seu significado atual, porém, ganhou força nos anos 1970, impulsionado por ativistas, como a sul-africana Diana Russel.Em novembro, a defensora pública Arlanza Rebello, coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ), explicou ao GLOBO que a ideia é distinguir as ocorrências de homicídios dolosos gerais e cobrar políticas públicas focadas no problema.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/numero-de-registros-de-feminicidios-no-rio-cresceu-63-em-2017-22265400#ixzz55ZEvBLqs