Estupro e agressões sexuais na França: resultados de uma investigação

A pesquisa Virage (Violences et rapports de genre ) teve por objetivo responder as seguintes questões: qual a frequência de estupros e agressões sexuais na França atualmente? Em que contextos essas violências ocorrem?

A investigação foi realizada pelo Instituto Nacional de Estudos Demográficos em 2015, interrogando um público de 20 a 69 anos.

Leia um resumo dos resultados aqui: Viols et agressions sexuelles en France : premiers résultats de l’enquête Virage

Os EUA e os abusos contra adolescentes sob custódia

Relatório do Departamento de Justiça constatou que entre 2007 e 2012 a taxa de alegações formais de abuso sexual contra guardas e outros funcionários em instalações de justiça juvenil do Estado dobrou, ainda que o número de adolescentes no sistema tenha diminuído. O relatório, um dos maiores de seu tipo, baseia-se em dados recolhidos dos administradores em mais de 1.400 centros de detenção juvenil públicos e privados.

Por mais de uma década, o Bureau de Estatísticas do Departamento de Justiça tem realizado pesquisas anônimas sobre jovens sob custódia. Essas pesquisas têm produzido estimativas surpreendentes: cerca de 10 por cento dos adolescentes em detenção relataram abuso sexual por profissionais ou colegas, muitas vezes de modo repetido, frequentemente envolvendo guardas do sexo feminino. [Leia mais – ProPublica]

Premiado em Sundance, documentário ‘Pervert Park’ retrata vila de pedófilos

Documentário sobre a vida de autores de violência sexual contra crianças nos EUA ao saírem da prisão. Leia resenha no sítio eletrônica da Folha.

Com atraso, ‘Rectify’ chega ao Brasil em maratona de suas duas temporadas

Um jovem morador de uma cidadezinha conservadora no Sul dos EUA é preso, acusado de estuprar e matar a namorada. Julgado, passa 19 anos na cadeia, a caminho do corredor da morte. Um exame de DNA, porém, desmente aquilo em que a população de Paulie, na Geórgia, sempre acreditou. Ele é solto, mas precisa enfrentar a vida adulta, um mundo completamente diferente e os preconceitos. E é a partir daí que começa “Rectify”[…] [ Leia mais – O Globo]

Um projeto que pode piorar ainda mais o calvário das vítimas de estupro

Luísa, uma jovem carioca de classe alta, foi estuprada aos 21. Em uma madrugada de maio deste ano, saiu de uma festa, entrou em um táxi e, ao perceber o caminho estranho, foi impedida de abrir a porta pelo taxista, que a ameaçou com uma arma enquanto a levava a um lugar ermo. Outro homem esperava no local e ambos a violentaram até ela desmaiar. O pavor, o nojo, a revolta a impediram de procurar uma delegacia. “Eu só quis dormir, esquecer, ficar em posição fetal e não pensar mais nisso. Não queria me expor a mais sofrimento, não queria ter que falar sobre isso. Não queria correr o risco de ser considerada culpada.” Sua família comprou em uma farmácia a pílula do dia seguinte e, com uma médica amiga da família, conseguiu os medicamentos para evitar HIV, sífilis, gonorreia. Num futuro, para evitar uma possível gravidez indesejada, Luísa pode ter que reviver sua dor na cadeira fria de uma delegacia.[Leia mais – El País]

Beasts of no Nations and Children Born of Conflict-Related Sexual Violence

A matéria do ICTJ complementa o tema abordado no filme, inclusão forçada de crianças e adolescentes em conflitos armados na África, enfocando os casos de crianças nascidas de violência sexual no norte de Uganda e o impacto disso sobre elas próprias, as mulheres e as famílias.

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5 motivos para assistir ‘Beasts of No Nation’ o mais rápido possível

 

Testemunho judicial de crianças: o apoio oferecido por cães treinados

Em maio deste ano, cão treinado a serviço da polícia canadense ajudou criança vítima de abuso sexual durante seu testemunho judicial.

Foi a primeira experiência desse tipo no Canadá, embora essa prática já ocorra com alguma frequência nos EUA.

Segundo a matéria do jornal The Independent, Caber, labrador que atua na polícia da região de British Columbia, permaneceu junto à criança que reiteradamente interagiu com ele ao longo do testemunho.

O treinador de Caber confidenciou aos repórteres:

While testifying, the child bent down several times to pet Caber, which appeared to refocus and calm her…”.

Caber foi treinado para trabalhar com vítimas e está na polícia desde 2010.

O Washington Post também publicou matéria sobre o assunto. Ali é esclarecido que o procedimento que envolveu o cão, a vítima e o seu testemunho teria sido o seguinte: a criança conheceu Caber alguns meses antes de seu testemunho e ele a acompanhou em todas as entrevistas que antecederam o testemunho propriamente dito. Depois disso, o promotor de justiça solicitou ao juiz que Caber acompanhasse a pessoa de apoio [veja nosso post de 10.09.2015].

Ainda segundo o Washington Post, o Canadá teria seis cães treinados para essa finalidade e os EUA, 78.