A violência contra a mulher, o trauma e seus enunciados: o limite da justiça criminal

Nas últimas décadas, a compreensão de discursos e práticas construídos sobre as diferenças e hierarquias de gênero foi sendo alterada, principalmente a partir de estudos feministas (Araújo, 2003). Assim é que verdades construídas sobre a diferença sexual, até então baseadas no binarismo natureza/cultura, foram sendo (re)significadas. O conceito de gênero, portanto, enquanto fenômeno histórico e relacional, é contextualmente produzido e transformado ao longo da história.

Os discursos de homens e mulheres que chegam ao Judiciário em decorrência de um boletim de ocorrência registrado em uma delegacia, motivado por violência conjugal, são marcados por estereótipos de gênero. A dominação masculina e a submissão feminina prevalecem em muitos destes discursos. Contudo, deve-se considerar que são múltiplos os aspectos envolvidos na construção de um vínculo conjugal capazes de potencializar a violência.

Leia o artigo completo:

Coimbra, J., & Levy, L. (2015, 21 de dezembro). A violência contra a mulher, o trauma e seus enunciados: O limite da justiça criminal. Recuperado de Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas,http://periodicos.unb.br/index.php/repam/article/view/16274/12288

Leia mais:

O que fazer quando o agressor descumpre medidas protetivas?

Violência contra a mulher, algumas palavras

Prezi da apresentação relativa ao tema ‘violência contra a mulher’, realizada na III Jornada Sócio e Clínico Institucional de Psicologia, Universidade Veiga de Almeida, RJ, em 29.3.2017:

Violência contra a mulher, algumas palavras

 

Panorama da Violência contra as Mulheres. Observatório da Mulher contra a Violência (OMV)

O OMV elaborou uma compilação inédita de indicadores nacionais e estaduais sobre a violência contra as mulheres. A partir da reunião e análise de distintos indicadores, o Observatório disponibilizou em sua página o Panorama da Violência contra as Mulheres no Brasil e em suas unidades federativas[1].

 

Leia o documento completo e acesse os indicadores na íntegra.

Maridos são mais mortais do que terroristas. The New York Times

[…] Acima de tudo, as esposas devem temer: Os maridos são incomparavelmente mais mortais nos EUA  do que os terroristas jihadistas.

E os maridos são tão mortais  nos EUA em parte porque eles têm acesso fácil às armas de fogo, mesmo quando associados a uma história de violência. Em outros países, os maridos violentos colocam esposas nos hospitais; nos EUA, eles as colocam em túmulos […].

Husbands Are Deadlier Than Terrorists

Leia também:

Till Death do us Part: Post and Courier Special Investigation

A Lei Maria da Penha sob a perspectiva dos magistrados: sugestões de funcionamento

Magistrados reunidos na 10a edição da Jornada Maria da Penha apresentaram 25 sugestões com o objetivo de aperfeiçoar a aplicação da lei 11340/06.

Essas sugestões foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e cobrem os tópicos capacitação e assistência, apontando a importância da equipe de atendimento multidisciplinar no âmbito da garantia de direitos de mulheres vítimas de violência.

Leia a nota do CNJ a respeito:

Magistrados querem que Lei Maria da Penha funcione de maneira plena

Leia também:

A violência contra a mulher, o trauma e seus enunciados: o limite da justiça criminal

MPDFT e profissionais de saúde propõem regulamentação de sigilo em casos de violência doméstica_CFP

O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) encaminhou uma minuta de resolução aos conselhos profissionais das áreas de saúde para regulamentar o sigilo profissional em casos de violência doméstica. O documento é fruto do trabalho interinstitucional formado pelo Ministério Público, Tribunal de Justiça, governo local e Conselhos Federais de Medicina, Psicologia, Enfermagem e Serviço Social.[Leia mais – CFP]

Lei Maria da Penha não freia casos de homicídios contra mulheres

BRASÍLIA – A aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006, não foi suficiente para impedir o aumento no número de homicídios contra mulheres no Brasil. A taxa chegou a cair no ano seguinte, mas voltou a subir em 2008 e, em 2013, já era 12,5% maior do que em 2006. A elevação não ocorreu de forma uniforme, variando de acordo com o estado e a cor da pele. Entre as mulheres negras e pardas, por exemplo, a taxa cresceu, enquanto entre as brancas houve até mesma uma queda no índice. Os dados são do levantamento “Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil”, do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). [Leia mais – O Globo]

Leia também:

Mapa da Violência 2015

Ipea apresenta dados sobre Lei Maria da Penha [com opinião distinta daquela apresentada no Mapa da Violência]