Estrangulamento como indicador de futuros episódios de violência doméstica

Duas matérias do Huffpost comentam a posição de diversos estados dos EUA que consideram não apenas o estrangulamento (ou sua tentativa) como grave crime contra a mulher, mas também como preditor de futuros episódios de violência doméstica e familiar.

A Legal Loophole May Have Cost This Woman Her Life
Domestic Violence Allegations Were A Missed Red Flag Before Florida Mass Shooting

A violência contra a mulher, o trauma e seus enunciados: o limite da justiça criminal

Nas últimas décadas, a compreensão de discursos e práticas construídos sobre as diferenças e hierarquias de gênero foi sendo alterada, principalmente a partir de estudos feministas (Araújo, 2003). Assim é que verdades construídas sobre a diferença sexual, até então baseadas no binarismo natureza/cultura, foram sendo (re)significadas. O conceito de gênero, portanto, enquanto fenômeno histórico e relacional, é contextualmente produzido e transformado ao longo da história.

Os discursos de homens e mulheres que chegam ao Judiciário em decorrência de um boletim de ocorrência registrado em uma delegacia, motivado por violência conjugal, são marcados por estereótipos de gênero. A dominação masculina e a submissão feminina prevalecem em muitos destes discursos. Contudo, deve-se considerar que são múltiplos os aspectos envolvidos na construção de um vínculo conjugal capazes de potencializar a violência.

Leia o artigo completo:

Coimbra, J., & Levy, L. (2015, 21 de dezembro). A violência contra a mulher, o trauma e seus enunciados: O limite da justiça criminal. Recuperado de Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas,http://periodicos.unb.br/index.php/repam/article/view/16274/12288

Leia mais:

O que fazer quando o agressor descumpre medidas protetivas?

Violência contra a mulher, algumas palavras

Prezi da apresentação relativa ao tema ‘violência contra a mulher’, realizada na III Jornada Sócio e Clínico Institucional de Psicologia, Universidade Veiga de Almeida, RJ, em 29.3.2017:

Violência contra a mulher, algumas palavras

 

Panorama da Violência contra as Mulheres. Observatório da Mulher contra a Violência (OMV)

O OMV elaborou uma compilação inédita de indicadores nacionais e estaduais sobre a violência contra as mulheres. A partir da reunião e análise de distintos indicadores, o Observatório disponibilizou em sua página o Panorama da Violência contra as Mulheres no Brasil e em suas unidades federativas[1].

 

Leia o documento completo e acesse os indicadores na íntegra.

CFP: Nota técnica de orientação profissional em casos de violência contra a mulher

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) acaba de divulgar nota técnica de orientação profissional em casos de violência contra a mulher. O documento trata das situações em que deve haver quebra do sigilo profissional.

Aprovada pelo 16º Plenário do Conselho no sábado (26), a nota orienta a realização da comunicação externa (denúncia) se a vida da mulher – ou a de seus filhos, ou de pessoas próximas – estiver seriamente ameaçada.

No texto, a autarquia manifesta apoio à adoção, em caráter excepcional, dessa medida sem o consentimento da paciente diante de sério risco de feminicídio. São listados os fatores indicativos da iminência desse crime.

Leia o texto completo.

Maridos são mais mortais do que terroristas. The New York Times

[…] Acima de tudo, as esposas devem temer: Os maridos são incomparavelmente mais mortais nos EUA  do que os terroristas jihadistas.

E os maridos são tão mortais  nos EUA em parte porque eles têm acesso fácil às armas de fogo, mesmo quando associados a uma história de violência. Em outros países, os maridos violentos colocam esposas nos hospitais; nos EUA, eles as colocam em túmulos […].

Husbands Are Deadlier Than Terrorists

Leia também:

Till Death do us Part: Post and Courier Special Investigation

Pesquisa faz um retrato da violência doméstica contra a mulher. PJERJ.

A maioria das vítimas de violência doméstica e familiar está na faixa etária dos 31 aos 40 anos, é mãe e vive com os filhos. O perfil dessas vítimas foi retratado após a análise de 111 processos do I Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

O objetivo do levantamento, realizado pelo Núcleo de Pesquisa em Gênero, Raça e Etnia (Nupegre), da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), é refletir sobre a aplicação da Lei Maria da Penha, através das medidas desenvolvidas pelo “Projeto Violeta”. Idealizado pelo Tribunal, o projeto oferece mecanismos de prevenção e punição para a violência doméstica e familiar contra a mulher, além de acelerar o acesso à Justiça daquelas que estão com sua integridade física e, até mesmo, com a vida em risco.

Leia mais aqui.