Onde a polícia mata?

Em 2015 o site Vox publicou mapa interativo com base nos dados levantados pelo Fatal Encounters. Nesse mapa tornou-se visível muitas das mortes que tiveram por autores policiais nos EUA.

Um pouco depois, a ONG Justiça Global lançou no Brasil o site ‘Onde a polícia mata‘. Trata-se do mesmo princípio evidenciado na experiência dos EUA. Verificar a distribuição dos casos de assassinatos associados à força policial permite deduzir de modo mais concreto a razão dessas ocorrências e, eventualmente, buscar soluções.

Violência seguirá em alta e futuro incerto, diz estudo do Ipea para 2023

BRASÍLIA – Até 2023, a tendência é que o Brasil continue tendo altas taxas de violência, acompanhada do endurecimento da legislação penal, do aumento da população carcerária e do monitoramento eletrônico, da expansão do tráfico e da manutenção da política antidrogas atual. A criminalidade no interior do país também deverá continuar crescendo, assim como a ação de organizações e facções criminosas no Brasil. Essas são algumas das conclusões do estudo “Violência e segurança pública em 2023: cenários exploratórios e planejamento prospectivo”, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). [Leia mais – O Globo]

Leia também:

Violência e segurança pública em 2023: cenários exploratórios e planejamento prospectivo: Sumário Executivo

Morro dos prazeres – comentário de eduardo escorel na piauí

Leia a crítica completa do filme da cineasta Maria Augusta Ramos, de Justiça (2004) e Juízo (2007):

http://bit.ly/1mzNsdZ

As Ciências Sociais e os pioneiros nos estudos sobre crime, violência e direitos humanos no Brasil

Livro disponível aqui:

http://www2.forumseguranca.org.br/novo/publicacao/as-ciencias-sociais-e-os-pioneiros-nos-estudos-sobre-crime-violencia-e-direitos-humanos-no-brasil

Livros recentes sobre o crime e a polícia no Brasil: Ludimila Ribeiro e Roberta Correa

[Divulgado por Ineac-UFF]

Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro & Roberta M. Correa

Neste ensaio as autoras examinam algumas publicações-chave sobre crime e segurança pública no Brasil, lançadas nos últimos anos. Essas publicações ilustram como esse campo foi estruturado entre nós. Elas identificam estudos pioneiros e como a direção desses estudos moldaram a área hoje, tal como expressa na literatura especializada. Um desses volumes é um compêndio de entrevistas com os chamados ‘pais fundadores’ da criminologia no Brasil; os outros são antologias que refletem o trabalho de grupos de pesquisa que giram em torno deles. A antologia organizada por Machado Silva centra-se no conceito de sociabilidade violenta e sua importância para compreender o crime e as relações entre a polícia e os cidadãos que estão na margem da sociedade brasileira. O segundo volume, antologia organizada por Roberto Kant de Lima, considera o crime como gerido a partir de um mosaico de verdades reunidas e conclui que o aparato da lei e da justiça criminal têm por alvo o reforço da desigualdade característica da sociedade brasileira.

[tradução do resumo feita por nós]

Para ler o artigo completo (em inglês): http://www.uff.br/ineac/sites/default/files/ribeiro_ludmila__correa_roberta_2013-1.pdf

“Os Donos do Morro”: Uma análise exploratória do impacto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio de Janeiro

http://www2.forumseguranca.org.br/corporacion-andina-de-fomento-caf/lista/doc…

[atualizado em 26.4.14]

Veja este interessante trabalho, mais atual do que nunca, neste link:

http://bit.ly/1h17BnY

 

as cadeias – josé miguel wiskink – o globo, segundo caderno, 2, 17.11.12

“[…]Não deixo de ficar desconcertado com a mensuração tecnocrática da tragédia social pela régua da acumulação econômica. Será esse então, me pregunto, o único critério que nos restou – o funcionamento e o não funcionamento da cadeia produtiva -…

“[…]Não deixo de ficar desconcertado com a mensuração tecnocrática da tragédia social pela régua da acumulação econômica. Será esse então, me pregunto, o único critério que nos restou – o funcionamento e o não funcionamento da cadeia produtiva – para tentar entender o inchaço e o descalabro das cadeias? Mas não deixa de ser nesse trocadilho e nessa inversão sinistra, em que as cadeias carcerárias ameaçam por em perigo a cadeia produtiva como um todo, que está o sintoma de o xis da questão”.

Para ler o artigo completo:

http://oglobo.globo.com/cultura/as-cadeias-6750029