Adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação apresentam mais problemas de saúde mental. Stanford Medicine

Depressão, abuso de drogas e outros problemas de saúde mental estão presentes de modo mais frequente nos casos de hospitalização de adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação do que em comparação com outros adolescentes hospitalizados.

Juvenile inmates have more mental health hospitalizations, study finds
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Internação de adolescentes infratores e saúde mental

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford examinaram quase 2 milhões de internações na Califórnia de meninos e meninas entre as idades de 11 e 18 anos durante um período de 15 anos. Eles descobriram que os diagnósticos de problemas de saúde mental responderam por 63 por cento das hospitalizações de crianças e adolescentes cumprindo medida socioeducativa de internação. Nos casos em que não houve a aplicação da medida a média é de 19 por cento.

Livre tradução de parte da matéria ‘Study: Juvenile Detention Not a Great Place to Deal With Mental Health Issues‘, publicada na MotherJones.

Juvenile inmates have more mental health hospitalizations, study finds

 

Motivos de internação psiquiátrica. 1800s.

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Crianças em sofrimento psíquico são presas pela polícia_The Guardian

Partes do Reino Unido não têm unidades de saúde especializadas para avaliar crianças e adolescentes vulneráveis que sofram algum problema na esfera da saúde mental, forçando-os a ficar presos em celas ou em viaturas policiais por horas a fio.

Leia a matéria completa:

Children in mental health crisis face being locked up by police

Defensoria pede o fechamento do hospital de custódia Heitor Carrilho

RIO — É perguntar o que mais faz falta a Carlos Almeida de Freitas para ele desfiar nomes femininos, encontrados com esforço na lembrança:

— Tenho saudades de Teresa, de Noêmia, de Sônia…

Sentado num banco, o homem de 68 anos murmura que as mulheres são irmãs e primas que não vê há mais de duas décadas. Portador de esquizofrenia e distúrbios mentais, Carlos ingressou no sistema penitenciário em 1992 por ter furtado uma bicicleta. Apesar de o crime ter uma pena, segundo o Código Penal brasileiro, de, no máximo, quatro anos, ele está preso há 23. Vive no mais antigo hospital de custódia e tratamento psiquiátrico da América Latina, o Heitor Carrilho, no Centro do Rio. Transformado em instituto de perícias da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em 2013, o local ainda abriga 37 pacientes. Todos já cumpriram as medidas de segurança que lhes foram impostas. Contudo, por ausência de laços familiares ou de vagas na rede de saúde mental, permanecem na instituição. [Leia mais – O Globo]