Adoção por casais homossexuais na Colômbia

Em 19/3/15 escrevi neste Blog  sobre o testemunho do adolescente Sebastian Villalobos, que conseguiu ter mais de 700.000 visualizações com um vídeo no Youtube. Nesse vídeo ele testemunhava sobre sua vida em uma família homoafetiva. Esse testemunho tinha por objetivo mobilizar a sociedade, já que a Corte Constitucional da Colômbia julgaria nos dias seguintes o direito de casais homossexuais realizarem adoção. Naquele momento, o resultado jurídico foi desfavorável.

Em novembro/2015, em uma reviravolta, a Corte Suprema reconheceu o direito da adoção por casais homossexuais.

Leia o post original e veja o vídeo de Sebastian Villalobos aqui.

Publicado originalmente em Cartas do Litoral

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Un juez argentino autoriza la boda entre una mujer y su hijastra_El País

En 1983, un hombre y una mujer se casaron y tuvieron una hija. La esposa murió en 1999 y el esposo formó una nueva pareja con una joven. La relación duró hasta la muerte del hombre en 2010. La viuda y su hijastra, aquella niña nacida en 1983, apenas habían mantenido contacto cuando, de un día para el otro, se encontraron unidas por el dolor de una pérdida. Ambas mujeres, casi de la misma edad (32 y 33 años), se hicieron primero amigas y luego se enamoraron. Un juez acaba de autorizar ahora que se casen en una decisión sin precedentes en Argentina. Antes declaró inconstitucional un artículo del código civil argentino que prohíbe las uniones por “parentesco”, aunque sea indirecto, como en este caso.

Leia a matéria completa.

Por que as mulheres precisam lutar pela ampliação da Licença-Paternidade?

[…] Um estudo recém-divulgado pelo Instituto Peterson para Economia Internacional constatou a licença-maternidade obrigatória não  necessariamente garante que mais mulheres alcancem postos de direção nas empresas. No entanto, nos países onde existe licença-paternidade mais generosa, sim [Leia mais – Time].

Rumo ao reconhecimento da pluriparentalidade?

Tradução revista do artigo de Agnès Fine, publicado em 2000, mas que ainda se mostra atual e esclarecedor em muitos aspectos no que se refere aos temas adoção, parentesco e parentalidade: Rumo ao reconhecimento da pluriparentalidade?

Vers une reconnaissance de la pluriparentalité? Esprit, mars-avril 2000, n. 273, p. 40-52.

Pesquisa da UFRJ traça o drama da maternidade atrás das grades

RIO — Cláudia (nome fictício) tem 21 anos, dois filhos e só cursou até o 4º ano do ensino fundamental. Em julho, estava com o namorado em São Gonçalo quando ele praticou um roubo. O homem escapou, ela não. Na prisão, descobriu que estava grávida do terceiro filho. Hoje, aos seis meses de gestação, aguarda o julgamento numa prisão no complexo penitenciário de Gericinó. Não recebe visitas da família, muito menos do pai da criança. Cláudia tem o típico perfil das detentas identificado num estudo sobre maternidade no cárcere, realizado pelo Grupo de Pesquisa em Política de Drogas e Direito Humanos, da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ. [Leia mais – O Globo]

She’s A Lesbian, He’s Gay, And Their 33-Year Marriage Will Change Your Perception Of Love

Dennis and Linda Anfuso met in art school, bonded over their interest in “The Wizard of Oz,” fell in love and got married. But that’s where the traditional narrative ends. Dennis, 60, identifies as gay, and Linda, 59, is an intersex woman who identifies as a lesbian. Two years into their marriage, Linda was diagnosed with a rare form of muscular dystrophy and Dennis became her caretaker. The couple forged an incredible bond, based on friendship, a mutual sense of adventure and love — not the kind you see in movies, but a unique, deeply-rooted intimacy.

Veja o vídeo produzido pelo Huff Post aqui.

A “safada” que “abandonou” seu bebê

Nos últimos dias, o Brasil elegeu uma nova vilã para lançar na fogueira do moralismo. Sandra Maria dos Santos Queiroz, 37 anos, é uma nordestina de Vitória da Conquista, na Bahia, que migrou para São Paulo para trabalhar como empregada doméstica. No domingo, 4 de outubro, Sandra pariu sozinha, escondida no banheiro anexo ao quarto de empregada, a sua terceira criança. O primeiro, um garoto de 17 anos, é criado por parentes na Bahia. A segunda, uma menina de três anos, vive com ela na casa dos patrões, no bairro nobre deHigienópolis. Sandra escondeu a gravidez por nove meses e passou por todas as dores do parto, que tanto atemorizam as mulheres, sem fazer alarde. Cortou ela mesma o cordão umbilical. Amamentou a criança, embrulhou-a, colocou-a não em qualquer sacola, mas numa bem chique – “Au Pied de Cochon”, nome de um restaurante tradicional de Paris –, o que diz muito. Deixou-a embaixo de uma árvore, diante de um prédio. Escondeu-se e ficou esperando até ter certeza de que o bebê seria encontrado. Neste momento, outro empregado da vizinhança, o zelador Francisco de Assis Marinho, migrante da Paraíba, estranhou a sacola, levantou-a, pelo peso concluiu que era roupa, e deixou-a cair. O bebê chorou. Francisco chamou a polícia, sonhou com adotar a menina, afirmou que sentiu amor imediato pela criança. No drama de Higienópolis, emergem dos bastidores da cena cotidiana do bairro dois personagens em geral invisíveis: o zelador e a doméstica. Ele tornou-se o herói. Ela, a mãe desnaturada.[Leia Mais – Eliane Brum – El País]