Crianças transgênero: pais e médicos na frente de batalha.

O que se pode entender por identidade de gênero?

O Guardian publicou matéria sobre o aumento da demanda de crianças e adolescentes por redesignação sexual no Reino Unido, na qual se destacam as dificuldades dos serviços especializados em lidar com as expectativas e temores dos pais diante desse cenário.

O que segue é a tradução de um fragmento da referida reportagem.

“Em 1989, quando o Serviço de Desenvolvimento de Identidade de Gênero [Gender Identity Development Service, Gids], que funciona na clínica Tavistock, foi inaugurado, ele recebeu dois casos para atendimento. Como observa a Dra. Polly Carmichael, atual diretora do serviço, isso foi considerado uma situação que limitaria a carreira de um psicólogo clínico que quisesse se especializar no tema da identidade de gênero em jovens, pois não havia muitos pacientes. Tudo mudou agora. Em 2015, 1.400 crianças e adolescentes procuraram o Gids, o dobro de casos do ano anterior. Desses 1.400, aproximadamente 300 tinham menos de 12 anos, alguns cerca de três anos de idade.

[…]

“Carmichael está capturada entre vozes entrincheiradas que, por um lado, acreditam que o tratamento hormonal das crianças trans é equivocado em qualquer caso e, por outro, aquelas que veem-no como o único caminho a seguir. Ela tenta, corajosamente, defender as complexidades do meio termo. ‘As pessoas começam a pensar que se você tem esses sentimentos em uma certa idade, então este é o único caminho a seguir’, ela diz. ‘E esse não é o caso. Cada jovem que vem a nós tem necessidades diferentes’”.

Leia a matéria completa, assinada por Tim Adams:

Leia também:

Violência doméstica, violência familiar: bibliografia

Billand, J. & Paiva, V. (2017). Desconstruindo expectativas de gênero a partir de uma posição minoritária: como dialogar com homens autores de violência contra mulheres?. Ciência & Saúde Coletiva22(9), 2979-2988. https://dx.doi.org/10.1590/1413-81232017229.13742016

Cardoso de Oliveira, L. (2008). Existe violência sem agressão moral? Revista Brasileira De Ciências Sociais23(67), 135-193. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v23n67/10.pdf

Cordeiro, E. (2014). Violência contra a mulher é crime! A Lei Maria da Penha e um trabalho de grupo com agressores. Curitiba: Juruá.

Felman, S. (2014). O insconsciente jurídico: julgamentos e traumas no século XX. São Paulo: Edipro.

Gregori, M. (1993a). Cenas e queixas: um estudo sobre mulheres, relações violentas e a prática feminista. São Paulo: Editora Paz e Terra.

Gregori, M. (1993b). As desventuras do vitimismo. Estudos Feministas, 1(1), 143 – 149. Disponível em https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/15998

Gregori, M. (2016). Prazeres perigosos: erotismo, gênero e limites da sexualidade. São Paulo: Companhia das Letras.

Rifiotis, T. (2015). Violência, justiça e direitos humanos: reflexões sobre a judicialização das relações sociais no campo da “violência de gênero”. Cadernos Pagu, (45), 261-295. https://dx.doi.org/10.1590/18094449201500450261

Simião, D., & Cardoso de Oliveira, L. (2016). Judicialização e estratégias de controle da violência doméstica: a suspensão condicional do processo no Distrito Federal entre 2010 e 2011. Sociedade e Estado31(3), 845-874. https://dx.doi.org/10.1590/s0102-69922016.00030013

 

Lady Macbeth

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X + Y = Z

x

 

 

Judith Butler. Undoing gender. Fragmentos

“If queer theory is understood, by definition, to oppose all identity claims, including stable sex assignment, queer theory’s claim to be opposed to the unwanted legislation of identity”.

“Many people think that grief is privatizing, that it returns us to a solitary situation, but I think it exposes the constitutive sociality of the self, a basis for thinking a political community of a complex order”.

“Gender is the apparatus by which the production and normalization of masculine and feminine take place along with the interstitial forms of hormonal, chromosomal, psychic, and performative that gender assumes”.

“Every time I try to write about the body, the writing ends up being about language”.

“What is the value of the “common”?”

SEÑORITA MARÍA, LA FALDA DE LA MONTAÑA

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Tangerine