Histórias de Abrigo. TV Brasil

Histórias de vida de jovens que crescem em serviços de acolhimento, os chamados abrigos, são contadas nesta edição do Caminhos da Reportagem [de 2017]. Mais de 45 mil crianças e adolescentes estão acolhidos no Brasil. Apenas 7 mil deles estão no Cadastro Nacional de Adoção.

Serviço de Orientação à Família Adotiva - Sofia - UCPE
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Caminhos da reportagem

Implantação do novo Cadastro Nacional de Adoção

A implantação do novo Cadastro Nacional de Adoção (CNA), desenvolvido pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que será lançado nacionalmente no segundo semestre de 2018, está progredindo em sua fase de testes.

O novo cadastro começou a ser implantado nas varas da Infância e Juventude de Cariacica, região metropolitana da capital capixaba, e de Colatina, no interior do Espirito Santo. Ainda em julho, o cadastro será adotado em duas Varas de Infância e Juventude do Paraná: Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. Em  seguida, entrará em teste no estado de Rondônia, nas varas de Porto Velho e Ji-Paraná.

A previsão é que, após a correção de eventuais erros operacionais, os testes se ampliem para comarcas da Bahia (Salvador e Ilhéus) e São Paulo (Guarulhos e capital paulista).

Corte não reconhece criança roubada como vítima do nazismo. DW

Tribunal de Colônia negou indenização para homem de 82 anos que foi raptado pela SS em 1942 na Polônia e entregue para uma família alemã. Segundo a decisão, ele não se enquadra nas leis que preveem compensações.

Qué raro me llame Federico. Yolanda Reyes. Resenha

Que Yolanda Reis inicie sua novela com uma epígrafe que remeta a Pinóquio, deve sugerir que o caminho para o qual somos convidados a segui-la apontará para uma história na qual limiares serão destacados: do inumano ao humano, do amor ao seu fim, do desejo e sua transformação. A pergunta sobre a origem mostra-se a todo instante nas páginas de Reis.

‘Habia una vez un pedazo de madera’…e a travessia do inanimado ao humano, do pau à criança, é a mesma jornada que vivemos com Belén e Federico, nos caminhos intrincados e nebulosos nos quais o desejo por um filho faz-se laço de filiação. Que esse desejo tenha passado pelo amor por um homem, é um traço importante na história, tanto quanto que o filho advenha quando o vínculo amoroso com o homem encontra-se rompido.

De modo muito objetivo Yolanda Reis mostra o caminho interminável que o movimento de querer um filho pode assumir. Da reprodução natural à reprodução assistida, dos fracassos que se colhe nas esquinas da vida de Belén e de seu companheiro, é a adoção que surge, pelas palavras do outro, como alternativa viável. Alternativa a ser perseguida em um espaço muito distinto do da Europa, reforçando a ideia de que algo de estranho, diferente, outro, imiscui-se na busca que se impõe sobre qualquer outro desejo: ser mãe, ter um filho.

Como se pode contar uma história sem saber o seu começo?

Belén parte da Espanha para encontrar na Colômbia aquele que se tornará seu filho. Essa é a primeira parte do livro, na qual os meandros, as frustrações, as alegrias, as dúvidas pavimentam o caminho até o limiar onde ter um filho tornara-se algo sobre o quê não mais se guardava controle algum. Outra parte da narrativa mostra o reverso da primeira história. Federico, a memória sem palavras, o dever de reencontrar o passado, de visitar uma terra da qual conhece apenas o nome. Algo a ser (re)construído, descoberto, indagado. Origem, mais uma vez.

A novela de Reis, de diferentes formas, acaba por acentuar o resto, a fratura, o que não encontra um lugar exato no desejo ou no amor. É a vida conjugal que acaba, mesmo diante do que demanda continuidade; é a expectativa de ser mãe de uma menina que se depara com a realidade do menino que se torna seu filho; ou ainda a necessidade de ter o filho junto a si, confrontada com a divisão que leva o jovem a buscar o que acredita ter ficado pelo caminho (de quem nasci? De onde vim? Por que fui adotado?). Que a experiência de ser mãe acabe por não corresponder exatamente ao que sonhara é uma aprendizagem que se desenha na vida de Belén e dali, na de Federico. A maternidade aparenta mostrar-se de modos inimagináveis, tanto quanto ser filho de alguém revela-se um abismo para o qual busca-se incessantemente palavras para colorir a distância que insiste.

Pinóquio, Tarzan, Peter Pan e o Patinho Feio: esses forma meus livros de autoajuda.

Se Belén encontra seu filho na fratura da experiência amorosa com seu companheiro, Federico descobre os modos múltiplos do amor e do desejo na errância a que se vê lançado pela miragem do passado. É na Colômbia, nas idas e vindas a procura de algo que mal consegue nomear, na distância que se perpetua ante uma genitora inalcançável e uma mãe que se torna voz, nome, lembrança, é aí que Federico descobre o que quer fazer na vida e o que pode significar o desejo por uma mulher.


REYES, Yolanda. Qué raro que me llame Federico. Bogotá: Alfaguara, 2016. 199 p.


 Publicado originalmente em Cartas do Litoral.

The child exchange. Inside America’s underground market for adopt children. Reuters

When a Liberian girl proves too much for her parents, they advertise her online and give her to a couple they’ve never met. Days later, she goes missing. [part 1]

Comment grandissent les enfants adoptés dans un autre “monde” que celui de leur naissance ? RFI

Naître dans un autre pays et devenir l’enfant d’un couple de culture différente et aussi d’apparence physique différente, est très courant en occident et en France. Malgré les joies de faire ensemble une famille, les questions liées à ces différences sont présentes pour chaque enfant adopté à l’étranger. Comment faire avec cette adoption visible et avec « la brutalité » que leur renvoie parfois le monde dans lequel il grandissent ?

Nunca deixe de acreditar. VII Congresso Nacional de Psicanálise, Direito e Literatura

Congresso Nacional de Psicanálise, Direito e Literatura