The Adoption Paradox

Kids who are adopted have richer, more involved parents. They also have more behavior and attention problems. Why? [Continua – The Atlantic]

Mães “abandonantes”: fragmentos de uma história história silenciada. Claudia Fonseca

Inspirado nos relatos dos membros de uma associação brasileira de filhos adotivos, este artigo propõe rastrear pistas sobre as mulheres que deram seus filhos em adoção em meados do último século. Juntando evidências fragmentadas – nas entrevistas com os adotados, nas cartas no site da associação, nos processos jurídicos do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, nos relatórios da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, nas informações sumárias fornecidas hoje por instituições filantrópicas que acolhiam gestantes solteiras décadas atrás –, esta análise procura responder a duas perguntas levantadas pelos próprios adotados: por que eles foram dados em adoção? E por que os detalhes da adoção foram sistematicamente silenciados pelos pais adotivos, pelos intermediários e pelas autoridades estatais? O material sugere diversas possibilidades para explicar a entrega de uma criança em adoção no contexto brasileiro dos anos 1950-1970: a falta de autonomia legal e econômica das mulheres, uma moralidade sexual repressiva e a instabilidade geográfica e conjugal associada à pobreza. Ao mesmo tempo, as próprias dificuldades de encontrar informações sobre as mulheres “abandonantes” daquela época levantam hipóteses sobre as disputas institucionais (entre pais adotivos, serviços filantrópicos e juizados) que criaram um silêncio em torno desse momento da evolução da adoção legal no Brasil.

Leia o artigo completo aqui.

Juiz de SC nega pedido para que Estado custei fertilização in vitro. Empório do Direito

Diante do pedido formulado por um casal para que o Estado custeasse o procedimento de fertilização in vitro na rede privada de saúde, o Juiz de Direito da Comarca de Barra Velha-SC, Iolmar Alves Baltazar, concluiu que “a vida, direito irrenunciável, não comporta alternativa, diferentemente da maternidade, plenamente possível pela adoção”.

Para o magistrado, o procedimento de fertilização in vitro, no âmbito do sistema público de saúde, deve ser efetivado na medida do possível e seguindo rigorosamente o fluxo estabelecido pelo órgão gestor, principalmente diante das restrições orçamentárias dos entes estatais e a atual crise financeira.

Leia mais:

Juiz de SC nega pedido para que Estado custei fertilização in vitro na rede privada de saúde

Juno

CNJ: dados sobre a adoção

“No total, em 2014, foram efetivadas 1.100 adoções por meio do CNA, sendo que, destas, 252 foram de crianças com idade entre sete e 17 anos – ou seja, 22,9% –, proporção que apresentou queda no ano seguinte. Em 2015, das 1.261 adoções efetivadas pelo CNA, 207 – ou 16,41% – foram de crianças entre 7 e 17 anos.

Segundo o Cadastro Nacional de Crianças Abrigadas (CNCA), existem 27.262 crianças com idade entre sete e 17 anos vivendo em um dos 3.872 abrigos espalhados pelo país. Essas crianças, em sua maioria, ainda não estão aptas para entrar no CNA por conta de pendências judiciais” [Leia mais – CNJ]

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No entanto, os números acima são redimensionados ao se considerar a faixa etária ampliada. Conforme consulta ao CNCA em outubro deste ano no Brasil seriam 47000 crianças, adolescentes e jovens institucionalizados (0 – 25 anos): 44.000 correspondendo à faxia etária 0 – 18 anos; 3000, 19 – 25 anos. A faixa etária 0 – 8 anos corresponde a 16.000 crianças institucionalizadas; 9 – 18 anos, 24.000 crianças e adolescentes institucionalizados.

Veja também:

MJC abre debate público sobre revisão dos procedimentos para adoção
Cadastro Nacional de Adoção, CNA

Por que os pais assassinariam sua filha adotiva?

Asunta Fong Yang foi adotada aos nove meses por um rico casal espanhol. Quando estava com 12 anos de idade foi encontrada morta ao lado de uma rodovia espanhola. Pouco depois seus pais foram presos, acusados do crime.

Veja a matéria completa que  escreveu para o The Guardian, publicada em fevereiro deste ano:

Why did two parents murder their adopted child?

‘Após 32 anos, mãe localiza filha que deu para adoção’

Por 32 anos a manicure Priscila de Faria, moradora de São Carlos (SP), teve dúvidas quanto à mãe biológica. Ela não tinha conhecimento de sua origem e nem a oportunidade de agradecer por ter sido entregue à adoção, mas tudo mudou nesta semana, quando as duas tiveram um reencontro virtual. “Peço que ela perdoe o que eu fiz”, disse Leonilda Pereira Vaz em uma entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. Ainda não há previsão para o reencontro de mãe e filha.[Leia mais – G1]