Livro sobre mulheres atraídas por criminosos ganha nova versão em quadrinhos

‘Loucas de amor’ Livro sobre mulheres atraídas por criminosos ganha nova versão em quadrinhos RIO – Não há mocinhas em “Loucas de amor em quadrinhos”. Na sequência do livro-reportagem de Gilmar Rodrigues, lançado no fim do ano passado, o ilu…

Anúncios

‘Loucas de amor’

Livro sobre mulheres atraídas por criminosos ganha nova versão em quadrinhos

'Loucas de amor em quadrinhos', de Gilmar Rodrigues e Fido Nesti / Divulgação

RIO – Não há mocinhas em “Loucas de amor em quadrinhos”. Na sequência do livro-reportagem de Gilmar Rodrigues, lançado no fim do ano passado, o ilustrador Fido Nesti, em parceria com o autor, traça, literalmente, as linhas tortas que levam mulheres a se apaixonaram por serial killers e criminosos sexuais. Sem respostas para essa estranha obsessão, os dois casam realidade com pequenas doses de ficção no livro, que tem noite de autógrafos neste sábado, às 20h, na loja La Cucaracha, na Rua Teixeira de Melo, em Ipanema.

– A ideia da sequência em quadrinhos foi dar uma arejada num assunto tão denso como este – explica Fido, colaborador das revistas “The New Yorker” e “Rolling Stone”.

O livro original foi resultado de quatro anos de pesquisa do jornalista e roterista de TV, desde que descobriu que Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque – condenado por assassinato e estupro -, havia se tornado, em 1998, o campeão de cartas femininas num presídio em São Paulo, chegando até a receber calcinhas pelo correio.

Durante esse período, Rodrigues visitou penitenciárias, conversou com detentos e ouviu inúmeros relatos dessas mulheres – algumas com nível superior – sobre suas bizarras atrações por personagens que deveriam despertar nelas rejeição, e não paixão.

– Conversei com psiquiatras, tentando racionalizar tudo, mas até hoje acho isso inacreditável. É um retrato perturbador da solidão humana – conta Rodrigues, sobre as cerca de cem entrevistas que fez.

Algumas das histórias retratadas em “Loucas de amor em quadrinhos” já estavam presentes na parte final da edição original, como uma espécie de making of.

– Desde o começo, a gente tinha a ideia de fazer o livro com uma parte em quadrinhos, mostrando os bastidores da pesquisa – conta Rodrigues. – Se eu fizesse isso no texto, em primeira pessoa, ia parecer uma egotrip sem sentido, em meio àquela série de histórias fortes.

No novo livro, as histórias inéditas abordam algumas daquelas descritas no original, mas com licença poética para inserir alguns diálogos e situações. Assim, “Loucas de amor em quadrinhos” fica parecendo um remix visual daquele trabalho.

– São histórias inspiradas em fatos reais, mas levemente modificadas – diz Rodrigues. – É como se fosse uma janela para o leitor respirar.

Ótima oportunidade de nos aproximarmos de um tema instigante. Segue link do curta ‘visita íntima’, que talvez seja um bom suplemento ao ‘Loucas de Amor’: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=3223

VII Encontro Estadual dos Grupos de Apoio à Adoção do Rio de Janeiro

via eegaarj.org Divulgação

Media_httpwwweegaarjo_ktpcd

Divulgação

Andi – Nas Varas da Infância só 30% são especialistas

Poucos integrantes das equipes das varas dedicadas criança e ao adolescente têm especialização no atendimento s vítimasPesquisa divulgada ontem (22) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que falta especialização para os prof…

Poucos integrantes das equipes das varas dedicadas à criança e ao adolescente têm especialização no atendimento às vítimas

Pesquisa divulgada ontem (22) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que falta especialização para os profissionais que atuam nas Varas da Infância e da Juventude no País. De acordo com o estudo, apenas 30% dos integrantes das equipes das varas dedicadas à criança e ao adolescente têm especialização no atendimento às vítimas. E somente 31% são especializados no atendimento a adolescentes em conflito com a lei. Segundo os resultados, é necessário haver maior investimento na capacitação desses profissionais, a partir da oferta de cursos específicos e de reciclagem, com especial atenção à realização de treinamentos sobre atendimento psicossocial à população infanto-juvenil. A pesquisa constatou ainda que as regiões Norte e Nordeste são as mais vulneráveis, onde a estrutura judiciária é mais carente. Segundo o estudo, na região Norte, em 54,3% das comarcas há altos índices de vulnerabilidade social.

[A notícia foi publicada nos principais jornais do País – 23/06/2010]

Haiti: De ‘órfãos’ da pobreza a filhos adotivos da miséria humana

De ‘órfãos’ da pobreza a filhos adotivos da miséria humana 20/06/2010 Chico de GoisPequenos haitianos dados por suas famílias são explorados como escravosPORTO PRÍNCIPE. Pelas ruas de Porto Príncipe, a cena é comum: meninas com tranças no…

Deórfãosda pobreza a filhos adotivos da miséria humana

20/06/2010

Chico de Gois

Pequenos haitianos dados por suas famílias são explorados como escravos

PORTO PRÍNCIPE. Pelas ruas de Porto Príncipe, a cena é comum: meninas com traas nos cabelos, meninos com material de baixo do braço, uniformes impecáveis, sapatos limpos, sorriso, algumas delas dentro dos tap-tap — o transporte coletivo utilizado na cidade. São os estudantes, um retrato que, para muitos, é a cara do Haiti, mesmo depois do terremoto de 12 de junho que matou cerca de 250 mil pessoas, segundo números das Nações Unidas, e deixou aproximadamente um milhão de desabrigados.

Mas há outra face do país, que não aparece nas ruas, e é motivo de tabu entre os haitianos. Atende pelo nome de rest avec vous, ou, como dizem por aqui, simplesmente rest’avec — “fique com você”.

São criaas entregues pelos pais biológicos a parentes ou vizinhos porque não conseguiam criá-las. Órfãos com pais e mães vivos, na maioria dos casos acabam se tornando escravos da nova família, e até mesmo objeto sexual.

No Haiti, estima-se que 80% da população estejam abaixo da linha de pobreza.

Apesar disso, é incomum ver homens sem camisa pelas ruas ou criaas sem roupas.

Todos fazem questão de se vestir bem na medida do possível, inclusive com sapatos engraxados ou, quando não é possível, os haitianos costumam lavá-los ao deixarem as ruas de terra por onde andam. Mas para os rest’avec, não há nada disso.

O comum, para esses meninos e meninas, é vê-los sem roupa pelos acampamentos ou, no máximo, com uma camiseta, sem a parte de baixo.

Mesmo os muitos pequenos têm de trabalhar Como são considerados a “sobrada sociedade, os rest’avec ficam com o que sobra — se isso acontecer. Desta maneira, numa sociedade machista, na qual o espancamento das mulheres é quase uma questão cultural, primeiro alimentam-se os homens, depois os filhos, as mulheres e, se restar alguma comida, os rest’avec.

São eles também que fazem todo o trabalho da casa — levantam mais cedo para buscar água em alguma bica, limpam, cuidam dos outros filhos, ajudam a carregar os alimentos doados. E não importa a idade.

Muitas dessas criaas são dadas a outras famílias com 3, 4 anos — e já têm de trabalhar.

No Haiti, a mortalidade infantil é de 58,7 por mil nascidos vivos — no Brasil, é de 21,86. A taxa de fertilidade é de 3,72 por mulher, enquanto no Brasil é de 2,19. Os homens abandonam as mulheres facilmente e, para elas, muitas vezes não resta saída a não ser doar o filho. A cultura da violência, aliás, chega até mesmo às escolas. Irmã Maria Aparecida Scatolin, uma paranaense há 13 anos no Haiti, conta que é comum professores baterem nos alunos.

Os rest’avec apanham de chicote.

após completarem 8 anos Irmã Aparecida mantém desde 1999, com outras freiras, uma escola destinadaaos rest’avec. Atualmente, atende a 60 criaas. Para convencer os responsáveis a “emprestálas” por um período, as freiras dão alimentos aos pais adotivos. Essas criaas e adolescentes, mesmo que quisessem, não seriam admitidas em outras escolas — depois dos 8 anos, elas não são mais aceitas na rede.

— Temos de trabalhar com as famílias e não apenas com as criaas. E, para isso, o incentivo tem de ser também com alimentos, e não apenas com palavras — descreve a religiosa.

A embaixatriz Roseana Kipman, que está no Haiti desde 2006, afirma que numa sociedade com poucas oportunidades para seus membros, são as famílias que escolhem quem estuda ou não. E os rest’avec, na maioria das vezes, são preteridos.

As famílias escolhem quem julgam que tem mais possibilidade de ajudá-las mais tarde — disse ela.

A taxa de analfabetismo no Haiti é uma das maiores do mundo. Da população acima dos 15 anos, somente 52,9% são alfabetizados — no Brasil, esse percentual atinge 88,6%. Irmã Aparecida, acostumada a lidar com a tragédia diária do país onde vive, só lastima que depois do terremoto o número de rest’avec vá aumentar — e muito.

— Infelizmente, é o que vai acontecer. Afinal, muitos pais morreram…

O tenente-coronel Adriano de Souza Azevedo, responsável pela ação social desenvolvida pelo Exército brasileiro no Haiti, diz que a falta de carinho com as criaas é uma das coisas que mais chocam os militares.

— Quando chegamos a uma comunidade, sempre aparecem criaas para pegar na nossa mão e perguntar se não queremos ser o pai delas. É de cortar o coração.

O Globo, O Mundo, p.33, 20.06.2010.
Uma nova versão do Homo Sacer? Dado o quadro descrito, teria a intervenção internacional atingido seu limite?

“QUAL É O JOGO DO PROCESSO?” Palestra EMERJ – 22/06 – Fórum de DH – gratuito

 


Image001

Untitled

DIVULGANDO CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EMERJ – FÓRUNS PERMANENTES CONVITE O Diretor-Geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – EMERJ e o Presidente do Fórum Permanente de Direitos Humanos, Des. Sérgio de Souza Verani, con…

DIVULGANDO


 

 

CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS

EMERJ – FÓRUNS PERMANENTES

CONVITE

O Diretor-Geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – EMERJ e o Presidente do Fórum Permanente de Direitos Humanos, Des. Sérgio de Souza Verani, convidam para a 16ª Reunião “QUAL É O JOGO DO PROCESSO”, que se realizará no dia 22 de junho de 2010, das 09h00min às 12h00min, no Auditório Antonio Carlos Amorim – EMERJ, Avenida Erasmo Braga, nº. 115 – 4º andar – Palácio da Justiça – Centro – RJ.

Segue o programa:

 

9h00   Abertura

           DES. SÉRGIO DE SOUZA VERANI

           Presidente do Fórum Permanente de Direitos Humanos

 

9h30   Palestrante

           L. A. BECKER

           Mestre em Direito/UFPR, autor de “Contratos Bancários: execuções especiais” e “Elementos para uma teoria crítica do  

           processo”

      

           Debatedores

           DES. LUIZ FERNANDO RIBEIRO DE CARVALHO          

           Membro do Conselho Consultivo da EMERJ e Coordenador Acadêmico do Curso de direito das Faculdades Integradas  

           Hélio Alonso/FACHA

          

           PROFESSOR MIGUEL BALDEZ

           Jurista, Professor do IBMEC e Assessor de Movimentos  Populares

 

12h00 Encerramento

Serão concedidas horas de estágio pela OAB.

Poderão ser concedidas horas de atividade de capacitação pela

 

Conectas – Brasil: paraíso para torturadores

Check out this website I found at conectas.org Nota da Conectas sobre a posição do STF em não revisar a lei de anistia.

Check out this website I found at conectas.org

Nota da Conectas sobre a posição do STF em não revisar a lei de anistia.