OS ESTUDOS INTERDISCIPLINARES E AS POLÍTICAS ACADÊMICAS

Texto de Adna Candido de Paula no qual ressalta a importância dos estudos interdisciplinares e os impasses na realização deles, bem como salienta as transformações necessárias nas políticas acadêmicas para que esses estudos possam efetivamente enc…

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Texto de Adna Candido de Paula no qual ressalta a importância dos estudos interdisciplinares e os impasses na realização deles, bem como salienta as transformações necessárias nas políticas acadêmicas para que esses estudos possam efetivamente encontrar expressão. Trata-se de tema importante para nós, que buscamos aprimorar o campo de diálogo entre a Psicologia e a Justiça, ainda que a autora não esteja analisando esse campo específico:  http://bit.ly/bTplCc

Degase: liberdade religiosa ou evangelização?

A assistência religiosa oferecida aos adolescentes internos ou semi-internos do Novo Departamento Geral das Ações Socioeducativas (Degase) é majoritariamente evangélica: nas 22 unidades onde há assistência religiosa, há pelo menos uma igreja prote…

A assistência religiosa oferecida aos adolescentes internos ou semi-internos do Novo Departamento Geral das Ações Socioeducativas (Degase) é majoritariamente evangélica: nas 22 unidades onde há assistência religiosa, há pelo menos uma igreja protestante/evangélica (ou pentecostal) atuando, sendo que em 19 o serviço é prestado por representantes da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Pare ler a matéria completa: http://ow.ly/18R3L

III Seminario sobre os juizados de violencia domestica e familiar contra a mulher e divulgação da rede de apoio à mulher vítima de violência doméstica

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Do human rights trials work?

A professora Kathryn Sikkink é mencionada em diferentes trabalhos de Flávia Piovesan, particularmente no que se refere chamada ‘justiça transicional’ ou ‘justiça de transição’. Neste vídeo ela sintetiza sua posição quanto importânc…

A professora Kathryn Sikkink é mencionada em diferentes trabalhos de Flávia Piovesan, particularmente no que se refere à chamada ‘justiça transicional’ ou ‘justiça de transição’. Neste vídeo ela sintetiza sua posição quanto à importância dos processos judiciais para a existência de condições de realização dos direitos humanos – http://bit.ly/9Nsfy7

 

Uma injustiça continuada

Flavia Piovesan em O Globo de hoje [Opinião, 16.02.2010, p.7] acrescenta mais alguns elementos discussão sobre as avaliações do PNDH e a interpretação que deve ser dada Lei de Anistia (1979). Na primeira parte do artigo a autora levant…

Flavia Piovesan em O Globo de hoje [Opinião, 16.02.2010, p.7] acrescenta mais alguns elementos à discussão sobre as avaliações do PNDH e a interpretação que deve ser dada à Lei de Anistia (1979). Na primeira parte do artigo a autora levanta de que forma o problema do direito à memória e à verdade se presentificou em países da América Latina. Em seguida, afirma que a Lei de Anistia não é simétrica quanto a torturadores e vítimas: “No Brasil, quanto à Lei de Anistia de 1979, há que se afastar a insustentável interpretação de que, em nome da conciliação nacional, esta lei seria uma lei de ‘duas mãos’, a beneficiar torturadores e vítimas. A Anistia perdoou a estas e não a aqueles; perdoou as vítimas e não os que delinquem em nome do Estado”.

A autora completa seu artigo apontando que a “jurisprudência internacional reconhece que leis de anistia violam obrigações jurídicas em direitos humanos” e sublinha a importância do acesso aos arquivos que permita o conhecimento da história como forma de garantir o direito à justiça que, neste caso, seria indissociável do direito à memória e à verdade.

Para outras fontes da autora sobre esse tema disponíveis na Web, ver:

Direitos Humanos terão jurisprudência global – http://bit.ly/d6NyNy

Discussão sobre tortura não se restringe ao passado, diz Flávia Piovesan –  http://bit.ly/cdPxiL

Revisão da Lei de Anistia – http://bit.ly/bTvNDf

À falta de uma justiça de transição – http://bit.ly/djS5ds

Práticas psi em emergências e no universo jurídico: equivalências?

Reproduzo abaixo o anúncio feito pela International Organization for Migration a respeito do trabalho psicossocial que desenvolverá no Haiti. Embora pudesse ter partido de outros exemplos, como aqueles oriundos do trabalho do ‘Médicos sem Front…

Reproduzo abaixo o anúncio feito pela International Organization for Migration a respeito do trabalho psicossocial que desenvolverá no Haiti. Embora pudesse ter partido de outros exemplos, como aqueles oriundos do trabalho do ‘Médicos sem Fronteiras’, este também servirá para lançar aqui algumas dúvidas quanto às quais ainda precisaríamos avançar em elaborações.

Há tempos que a intervenção psi em situações de emergência tem suscitado em mim o entendimento de que há algumas equivalências com as condições do trabalho realizado no âmbito jurídico, ou ao menos em parte deste. Guardadas as diferenças que marcam um e outro campo, podemos reconhecer como ponto comum a enorme assimetria entre recursos disponíveis e demanda de trabalho, a falta de controle sobre a duração da intervenção (ou a necessidade de que a intervenção propriamente dita seja reduzida a um tempo mínimo e eficaz) e a reinvenção da prática psi no contexto de sua aplicação, a qual será atravessada pelo diálogo incessante com representantes de outras práticas ou instituições. Se podemos também encontrar essas questões em outros campos de atividade psi, talvez possamos dizer que naqueles que assinalo neste post elas estejam presentes de modo mais agudo, pelo que entendo.

Sem dúvida uma intervenção como a que é indicada abaixo aponta para uma etapa do trabalho que, usualmente, não adquire relevância nos escritos sobre psicologia jurídica. Nota-se que a intervenção seria inviável se não houvesse um arcabouço constituído por um planejamento acerca da logística do trabalho e de sua gestão. As próprias condições nas quais a intervenção ocorrerá  – conhecidas de todos nós, em suas linhas gerais  – já são, per se, variáveis a revelar a importância do planejamento, da gestão e do reconhecimento do foco e dos limites que regem a prática psi naquele contexto. A necessária reflexão sobre as formas de equalização entre recursos e demandas mostra-se mais necessária do que nunca, em um e em outro campo de nossas práticas.

IOM, Partners, Offer Mental Health, Psychosocial Help to Haiti’s Earthquake Survivors – IOM is working with some 40 agencies in the field of Mental Health and Psychosocial Support to provide emergency help to tens of thousands of earthquake survivors living in spontaneous settlements in the capital Port-au-Prince and surrounding areas.

The programme, which is funded by the Swedish International Development Cooperation Agency (SIDA), aims to provide comprehensive psychosocial first aid to some 150,000 individuals and follow-up counselling for up to 10,000 distressed individuals over the coming months.

Immediate support will include group and one-on-one counseling sessions and the provision of recreational activities, such as sport, art therapy and traditional handicraft activities for vulnerable women.

Six psychosocial mobile teams consisting of Haitian psychologists, social workers, educators, art therapists and cultural animators will deploy in settlements where needs have been identified.

“The massive loss of life has brought grief and guilt towards the ones who died. The loss of homes and belongings is also contributing to the emotional destabilization of individuals and families, which can lead to withdrawal, confusion, and anxieties about the future,” says Guglielmo Schinina, IOM’s global coordinator for mental health and psychosocial response.

“Although these are normal consequences of natural disasters, but they need to be taken care of, otherwise they can lead to the breakdown of family ties and social structures, and in some cases to anger and violence.”

As part of the six-month programme, IOM and its partners from the Faculty of Psychology of Port au Prince University and other international experts will train some 550 humanitarian workers, religious leaders and community health professionals to increase their understanding of the psychosocial consequences of the earthquake and to provide them with the knowledge and skills to manage the short, medium and long term needs of affected individuals.

“It is particularly important to ensure humanitarian responses to natural disasters integrate mental health and psychosocial assistance for victims at the earliest possible stage,” says Schinina. “This paves the way for long term responses that will help the entire population take part in the reconstruction of the country.”

IOM’s psychosocial track record includes similar post-emergency interventions in various countries, including Lebanon, Sri Lanka, Kenya, Myanmar and Indonesia.

For more information, please contact Guglielmo Schinina at IOM Port-au-Prince, Tel. +509 380 32 446, Email:gschinina@iom.int or Mazen Aboul Hosn, Tel, +509 380 32564, Email: maboulhosn@iom.int

transferência e modos de subjetivação

O PRESENTE ENSAIO VISA A INTERROGAR SE A RADICALIDADE DA EXPERIÊNCIA ANALÍTICA CEDE LUGAR A ESTRATÉGIAS DISCIPLINARES NAS INSTITUIÇÕES E NAS SUAS CONDIÇÕES ATUAIS DE POSSIBILIDADE. PARA TAL PROPOSTA, A TRANSFERÊNCIA É UM CAMPO FECUNDO DE EXPLORAÇÃ…

O PRESENTE ENSAIO VISA A INTERROGAR SE A RADICALIDADE DA EXPERIÊNCIA ANALÍTICA CEDE LUGAR A ESTRATÉGIAS DISCIPLINARES NAS INSTITUIÇÕES E NAS SUAS CONDIÇÕES ATUAIS DE POSSIBILIDADE. PARA TAL PROPOSTA, A TRANSFERÊNCIA É UM CAMPO FECUNDO DE EXPLORAÇÃO EM FACE DE SUA PERTINÊNCIA À CLÍNICA. EM FREUD, A TRANSFERÊNCIA CONDUZ A CERTOS IMPASSES, CONTORNADOS EM PARTE COM A IDÉIA DE CONTRATRANSFERÊNCIA. POR SUA VEZ, LACAN CRITICA ESTE CONCEITO E ENFATIZA O DESEJO DO ANALISTA NO MANEJO DA TRANSFERÊNCIA EM MEIO AO PROJETO DE DESUBSTANTIVAÇÃO DO SUJEITO. COM BASE NUM RELATO CLÍNICO, AS DIFICULDADES QUE NELE SE APRESENTAM SÃO SUPERADAS NA MEDIDA EM QUE SE LANÇA MÃO DA CRÍTICA DE FOUCAULT À TRADIÇÃO METAFÍSICA DO SUJEITO. A RADICALIDADE DA EXPERIÊNCIA EM QUE EMERGE O SUJEITO NÃO É NADA MAIS DO QUE, À LUZ DE FOUCA ULT, A PROMOÇÃO DE UM MODO DE SUBJETIVAÇÃO ARTICULADO À CONFISSÃO CRISTÃ. 
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