Testemunhos emocionados de criança são avaliados como mais críveis. Psypost

Um novo estudo da Universidade de Gotemburgo mostra que os estudantes de direito avaliam os testemunhos infantis como mais críveis e verdadeiros se eles são apresentados  de forma emocional. Assim, existe o risco de que as crianças que se comportam de forma neutra possam ser percebidas como menos críveis no tribunal.

Children's testimony and the emotional victim effect
Emotional children’s testimonies are judged as more credible

Imigrantes detidos nos EUA foram obrigados a trabalhar por US$ 1/dia. WP

Dezenas de milhares de imigrantes detidos pelo Serviço de Alfândega e Imigração dos Estados Unidos [U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE)] foram forçados a trabalhar por US$ 1/dia ou por nada – uma violação das leis federais antiescravidão.

Panorama da Violência contra as Mulheres. Observatório da Mulher contra a Violência (OMV)

O OMV elaborou uma compilação inédita de indicadores nacionais e estaduais sobre a violência contra as mulheres. A partir da reunião e análise de distintos indicadores, o Observatório disponibilizou em sua página o Panorama da Violência contra as Mulheres no Brasil e em suas unidades federativas[1].

 

Leia o documento completo e acesse os indicadores na íntegra.

Pesquisa aponta melhores cidades brasileiras para viver após os 60 anos. JN

Mais de 20 milhões de brasileiros já chegaram à terceira idade, de acordo com o IBGE. É quase o dobro de toda a população de Portugal. E cada vez mais a preocupação é garantir qualidade de vida. Uma pesquisa feita em quase 500 municípios mostra quais são as melhores cidades do país para viver depois dos 60 anos.

Matéria completa

Laudos e pareceres psicológicos. Curso de Extensão. PUC-RJ

Nesta matéria analisam-se fontes bibliográficas e documentais, além de se discutir a prática profissional, avaliando-se as orientações normativas, conceitos e dificuldades na elaboração de documentos por parte do psicólogo no âmbito judicial.

Objetivos

Apresentar a elaboração de laudos e pareceres como atividade de tradução entre saberes e práticas distintos, marcada historicamente e sendo igualmente o resultado do jogo de forças entre demandas judiciais e as respostas a elas.

  • Analisar o percurso histórico que constituiu o laudo e o parecer como possível no sistema judicial;
  • Discutir as dificuldades da elaboração de documentos escritos oriundos de avaliações e estudos psicológicos;
  • Comentar as referências judiciais e profissionais sobre a elaboração de laudos e pareceres;
  • Conhecer diretrizes técnicas e éticas da elaboração de documentos escritos;
  • Exercitar formas de elaboração de laudos e pareceres.

Metodologia

Aulas expositivas e dialogadas; leituras orientadas; trabalhos em grupo; discussão de casos; elaboração de laudos e pareceres.

Ementa

O sistema de justiça. Os atores jurídicos e suas demandas. O laudo e o parecer psicológicos no sistema de justiça e sua história. O Código de Processo Civil e a elaboração de laudos e pareceres: perito e assistente técnico. As Resoluções e as referências oriundas do Conselho Federal de Psicologia. Exigências éticas e técnicas na elaboração de documentos. Dificuldades na elaboração de laudos e pareceres.

O curso será ministrado na PUC-RJ a partir do dia 11/3/17. Informações adicionais podem ser obtidas no sítio eletrônico na Coordenação Central de Extensão.

Não há democracia onde houver desaparecidos. Entrevista especial com Suzana Lisboa. IHU

No ano passado, participei dos eventos alusivos aos 40 anos do golpe na Argentina. Sempre me pergunto: onde foi que erramos na nossa luta, depois da anistia, que ficamos tão sozinhos e isolados? Fomos nós, os familiares, que fizemos a mobilização, com a ajuda de um que outro. Voltei da Argentina com a certeza de que não fomos nós que erramos, foi a esquerda que nos abandonou.

A Argentina participou dos 40 anos do golpe, participou da marcha. Uma multidão se reuniu na praça, junto com as madres [Madres de Plaza de Mayo, grupo de mulheres que se organizaram para buscar notícias acerca dos filhos desaparecidos durante a ditadura militar na Argentina], com as avós [Abuelas de Plaza de Mayo, organização que tenta localizar crianças sequestradas ou desaparecidas durante a ditadura e devolvê-las às famílias legítimas], com os filhos. A multidão se retira e entra outra, com os partidos políticos. É impressionante.

Os partidos políticos fazem uma manifestação igual ou maior do que a que é feita pelas entidades de direitos humanos. Quem é que se manifesta a favor de alguma coisa aqui no Brasil? Não se reúnem dez pessoas. A esquerda brasileira nos abandonou, desde o começo, com raras exceções. A própria esquerda era contra nossa mobilização. Nós sempre fomos consideradas as impertinentes que sempre reclamam, que nunca estão satisfeitas com nada, sempre querem mais, sempre se manifestam contra isso, contra aquilo.

Leia a entrevista completa.

As diversas faces da violência. PUC-Rio.

Curso de Extensão

Deparamo-nos com o tema violência todos os dias, direta ou indiretamente. Notícias, estatísticas, análises acadêmicas, experiências pessoais demandam que nos posicionemos sobre o que seja violência e quanto ao modo de lidar com ela. No entanto, haveria um elemento comum a unir essas diferentes situações que nos acossam diuturnamente? De que modo as experiências de violência incidem sobre a constituição subjetiva? Existiria uma definição capaz de abarcar esse conjunto de experiências com as quais lidamos todos os dias? O curso de extensão que propomos tem por objetivo partir dessas questões, mostrando seus limites, analisando temas e fragmentos de casos que não apenas se fazem atuais para todos, mas que, em particular, compõem o cotidiano da interface entre psicologia e sistema judicial.

Objetivo:

Apresentar o tema da violência, as dificuldades e as implicações de sua/s definição/ões. Analisar as representações da violência na sociedade, no sistema judicial, seus efeitos na constituição subjetiva e suas expressões nas formas de testemunhos e estudos psicossociais. Avaliar as consequências das demandas de produção de prova, garantia de direitos e de reparação motivadas por situações de violência, em particular quando dirigidas ao saber psi a partir da ordem judicial. Discutir e formular estratégias de ação na interface entre psicologia e justiça e as condições de atuação no sistema judicial.

Programa:

  1. Psicanálise: violência e trauma;
  2. Violência, vulnerabilidade e luto;
  3. Direito, ética e construção da subjetividade;
  4. As dificuldades no atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência: fragmentos de casos;
  5. O testemunho judicial de crianças I: Memória, violência e vitimização;
  6. O testemunho judicial de crianças II: Memória, violência e experiências internacionais;
  7. Desigualdades, Desrespeito e Discriminação;
  8. A violência institucional e a destituição do poder familiar.

O curso será ministrado por professores da Especialização em Psicologia Jurídica e do Direito da PUC-Rio.

Informações adicionais podem ser obtidas aqui.