Sexo, religião e política

Bernardo Carvalho escreve sobre Bataille, em setembro/2014.

[…] Num artigo publicado em 1933–34 com o título “A estrutura psicológica do fascismo”, ele enumera três “formas imperativas” de autoridade fascista: a religiosa, a real (do rei) e a militar. Em sua ficção, ele avança contra as três, mas é com a religiosa que ele bate de frente. Hoje, tudo indica que a autoridade religiosa tomou a dianteira, com a disseminação dos fundamentalismos. O problema é que a religião costuma ser moralmente justificável até segunda ordem; ela é considerada “inofensiva” até passar a se imiscuir na política e a almejar o poder (o que ela acabará tentando, sempre, onde não houver leis para proteger o Estado laico), para poder impor seus valores não apenas aos crentes, mas aos cidadãos transformados em fiéis. O perigo surge na hora em que tentam nos convencer de que a religião está circunscrita ao âmbito de suas funções e especificidades (assim como o militar no quartel, o religioso na igreja) e quando nos damos conta, já é tarde, já estamos submetidos ao poder irracional dos representantes de Deus, sob suas ordens e seus comandos, sem nem ter que entrar em igreja nenhuma.

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Sexo, religião e política

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A criação do mural no bairro Santo Domingo Sávio, Medellín, Colômbia

Algumas palavras em tributo ao referendo colombiano, outubro/2016

Na parte posterior da igreja de Santo Domingo Sávio há um mural com mais de 380 nomes de pessoas assassinadas. Ele foi construído no mês de outubro de 2005, por iniciativa do sacerdote Julián Gómez junto com moradores do bairro, desmobilizados do grupo paramilitar Cacique Nutibara e ex–milicianos.

Entre os nomes incluídos no mural estão os vizinhos que morreram em confrontos entre grupos armados, por balas perdidas, por cruzar fronteiras invisíveis, entre outras circunstâncias. Ali também estão escritos nomes de homens e mulheres que fizeram parte ativa desses grupos e que em alguns casos foram responsáveis pelo assassinato dos vizinhos.

A construção do mural teve o objetivo de fortalecer os vínculos de identificação debilitados pelos enfrentamentos entre as diversas facções armadas. Nesse processo apresentaram–se discussões sobre quem mereceria ser reconhecido como vítima e que vidas deveriam ser lembradas; sobre a possibilidade ou impossibilidade de reconhecimento do dano e a vulnerabilidade como elemento comum.

Mas o que seria ali ‘fortalecer os vínculos de identificação’? Há que se vislumbrar naquele momento duas vias que o processo de identificação, associado ao fortalecimento dos laços sociais, poderia assumir.

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The Stanford Prison Experiment

WHAT HAPPENS WHEN YOU PUT GOOD PEOPLE IN AN EVIL PLACE? DOES HUMANITY WIN OVER EVIL, OR DOES EVIL TRIUMPH? THESE ARE SOME OF THE QUESTIONS WE POSED IN THIS DRAMATIC SIMULATION OF PRISON LIFE CONDUCTED IN 1971 AT STANFORD UNIVERSITY.

I Jornada do Curso de Especialização em Psicologia Jurídica da PUC-Rio (2016): Memória

Em julho do ano passado celebramos a conclusão da primeira turma do curso de Especialização em Psicologia Jurídica da PUC-Rio. Muito a comemorar, uma vez que o encontro entre professores e alunos superou todas as expectativas, tendo deixado uma marca em cada um de nós que participamos daquela experiência. Na jornada, todos que puderam estar conosco tornaram o dia mais especial com seus olhares encorajadores, participação e questões.

Programa 2016

Fotos

Psicanálise na área jurídica | Christian Dunker | Falando nIsso 115

Era o hotel cambridge

Violência contra a mulher, algumas palavras

Prezi da apresentação relativa ao tema ‘violência contra a mulher’, realizada na III Jornada Sócio e Clínico Institucional de Psicologia, Universidade Veiga de Almeida, RJ, em 29.3.2017:

Violência contra a mulher, algumas palavras