A revolução que mudou o mundo. Fragmento

A autocracia, a família patriarcal e a Igreja ortodoxa constituíam barreiras institucuionais praticamente intransponíveis à emancipação feminina. A violência intrafamiliar, exercida pelo homem, exacerbada pelo álcool, era constante e impiedosa: os costumes, inclusive, autorizavam os maridos a chicotear suas mulheres. Dois ditados populares, entre muitos outros, exprimiam essa situação: ‘Quanto mais a mulher apanha, melhor a sopa’ e ‘As pancadas de um bom marido não doem muito tempo’. Adicione-se a isso o ‘direito de pernada’, que vigorava nos campos, em que se facultava ao sogro dormir a primeira noite de núpcias com a nora [p. 170].

 

REIS, Daniel Aarão. A revolução que mudou o mundo: Rússia, 1917. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. 241 p.

Autor: jccoimbra

a reader, above all

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.