Defensoria pede o fechamento do hospital de custódia Heitor Carrilho

RIO — É perguntar o que mais faz falta a Carlos Almeida de Freitas para ele desfiar nomes femininos, encontrados com esforço na lembrança:

— Tenho saudades de Teresa, de Noêmia, de Sônia…

Sentado num banco, o homem de 68 anos murmura que as mulheres são irmãs e primas que não vê há mais de duas décadas. Portador de esquizofrenia e distúrbios mentais, Carlos ingressou no sistema penitenciário em 1992 por ter furtado uma bicicleta. Apesar de o crime ter uma pena, segundo o Código Penal brasileiro, de, no máximo, quatro anos, ele está preso há 23. Vive no mais antigo hospital de custódia e tratamento psiquiátrico da América Latina, o Heitor Carrilho, no Centro do Rio. Transformado em instituto de perícias da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em 2013, o local ainda abriga 37 pacientes. Todos já cumpriram as medidas de segurança que lhes foram impostas. Contudo, por ausência de laços familiares ou de vagas na rede de saúde mental, permanecem na instituição. [Leia mais – O Globo]

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Autor: jccoimbra

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