XIII JORNADAS DE FORMAÇÕES CLÍNICAS DO CAMPO LACANIANO RIO DE JANEIRO

A CLÍNICA DO ATO “O ato psicanalítico é evidentemente, o que dá suporte e autoriza a realização da tarefa psicanalítica” (Lacan 29/11/1967). Definido como a intervenção do analista em uma análise, o ato analítico leva o sujeito a romper…

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A CLÍNICA DO ATO

 

O ato psicanalítico é evidentemente, o que dá suporte e autoriza a realização da tarefa psicanalítica” (Lacan 29/11/1967). Definido como a intervenção do analista em uma análise, o ato analítico leva o sujeito a romper a repetição sintomática atingindo a estrutura que rege seu inconsciente. Diferentemente da ação, da motricidade, o ato é o que inscreve um saber e Lacan define o verdadeiro ato como uma transgressão (Lacan, 15/11/1967). Toda motricidade só tem valor de ato na medida em que promove uma mudança, como a ultrapassagem de um limiar para além da lei, um atravessamento da lei, mas é necessário “o ato analítico para iluminar o conceito de ato como tal” (idem). É também o analista com seu ato de corte que ilumina a face de “verdadeiro ato” contida no “ato sintomático” e revelada pelo “ato falho” da palavra.  Lacan situa o ato analítico como pivô do fazer do analista, e Freud nos ensina que no princípio era o ato, e o ato contém a palavra mágica que toca o real do sintoma.

Há uma mudança no sujeito depois do ato, ele não é mais o mesmo de antes. A cada verdadeiro ato o sujeito morre e renasce de outra forma, o que faz Lacan afirmar que o verdadeiro ato, único bem sucedido é o suicídio. O ato poético é força sublimatória para criar a partir do registro da pura pulsão de morte, onde a abolição do sujeito se faz presente. O ato aponta para o âmago do ser, logo toca o gozo. O ato homicida, os assassinatos se dirigem ao gozo do Outro em uma manifestação de racismo, de impossibilidade de suportar a singularidade do gozar do outro, tanto quanto os atos genocidas. O ato político é a base da democracia e por fim como todo ato é sexual na medida em que é movido pela libido é  ele que aponta para o sujeito as raízes de seu gozo. O ato perverso tenta atingir a divisão do Outro e assim gozar com a possibilidade de driblar a castração. O ato sexual é a tentativa de fazer a relação sexual existir, e, de ato em ato, o sujeito escreve sua história.

A ética da psicanálise concerne não ao pensamento ou às boas intenções, mas aos atos, e a clínica do ato revela a maneira neurótica sob a qual se apresenta a ética em um sujeito. De tal maneira que o sujeito vai da inibição, da postergação até uma precipitação em atuar, do ato de fazer ao de não fazer, da eterna avaliação dos fundamentos de seus atos com conseqüente paralisia à atuação no puro registro da pulsão, ou ainda situa-se na vacilação entre a inibição com a procrastinação do ato e a urgência, como demonstra, por exemplo, a clínica da neurose obsessiva.

Na passagem ao ato, o sujeito se subtrai da cadeia significante e anula qualquer dialetização possível dos equívocos significantes, sua essência é a certeza. No acting-out o sujeito põe em jogo o real, trazendo para a cena algo que não pode ser dito, como no caso intitulado por Freud “a jovem homossexual”. Independente de qualquer interpretação e diferentemente do sintoma, o acting-out diz respeito a um resto que aponta a causa do sujeito.

Se no âmago da análise está o ato analítico, cabe-nos perguntar como a psicanálise lida com o  que justamente se faz presente fora da cadeia significante? São questões que Lacan nos propõe e que nos coloca a trabalhar o tema das nossas XIII jornadas de Formações Clínicas do Campo Lacaniano-Rio. Convidamos a todos para virem debater sobre os atos que implicam o sujeito entrelaçando o que nele é singular com o que o insere no socius.

 

Elisabeth da Rocha Miranda

 

 

Comissão Científica:

Coordenação: Vera Pollo.

Gloria Sadala, Elisabeth Rocha Miranda, Georgina Cerquise, Sonia Borges, Rosane Melo, Consuelo Pereira de Almeida.

 

Comissão de Organização:

Coordenação: Sheila Abramovitch e Gloria Justo.

Yara Lemos, Ana Maria Magalhães, Denise Dupim, Gloria Nunes, Elvina Maciel, Geisa Freitas.

 

Temas:

1. O ato analítico e a metonímia do desejo.

2. Ato analítico: “um saber enquanto verdade”.

3. Interpretação, dito e semi dizer.

4. A função interpretativa da pontuação,
    da alusão e do corte da sessão.

5. Ato analítico e momento de concluir.

6. Ato analítico, destituição subjetiva e travessia
    da fantasia.

7. Ato analítico, significado e efeitos de sentido.

8. Fim de análise e destituição do
    sujeito-suposto-saber.

 

Subtemas:

1. Ato psicanalítico e ato poético.

2. Passagem ao ato e acting out.

3. Repetição e ato.

4. A fúria obsessiva
e o ataque histérico.

5. Ato suicida.

6. Ato homicida.

 

Normas para apresentação dos trabalhos

Lembramos àqueles que desejam apresentar trabalho que só serão selecionados os argumentos das pessoas previamente inscritas nas Jornadas. Os resumos de no mínimo 25 linhas deverão ser enviados para o e-mail secretaria@fcclrio.org.br, até o dia 02 de setembro de 2011. É importante não esquecer que o nome do autor não deve vir junto ao resumo, mas em folha separada, da qual constam apenas o título do trabalho e o nome do autor e-mail  e telefone para contato. A divulgação dos trabalhos selecionados será feita no dia 30 de setembro na sede da instituição e na rede eletrônica de FCCL-Rio. Os trabalhos finalizados deverão ser enviados completos até o dia 31 de outubro, com o número máximo de 07 páginas, incluindo bibliografia; letra Times New Roman, corpo 12, espaço duplo.

 

Datas e valores para inscrições

 

Até 15/08

estudante de graduação – 90,00

membro e participante – 150,00

profissional – 170,00

Até 30/09

estudante de graduação  110,00

membro e participante – 170,00

profissional – 190,00

Até  15/11

estudante de graduação 130,00

membro e participante – 190,00

profissional – 210,00

 

No local

estudante de graduação – 160,00

membro e participante – 220,00

profissional – 250,00

 

 

 

Ficha de inscrição:

Nome completo:—————————————————————————-

Nome para o crachá: ———————————————————————-

Endereço: ————————————————————————————

    CEP:——————— Cidade:—————————————Estado:  UF:——

Tel.:________________________Cel.:________________________________

E-mail:__________________________________________________________

 

Obs:

*Vagas limitadas para estudantes de graduação.

**Parcelamento em duas vezes c/ cheques pré-datados

***Desistência c/ devolução de 80% do valor pago até 15/10/2011.

Informações

Sede da FCCL Rio de Janeiro (Célia da Silva)

Rua Goethe 66 – Botafogo

secretaria@fcclrio.org.br

Telefone: (21) 2537-1786  /  2286-9225

 

Inscrições e formas de pagamento

Sede de FCCL-Rio (endereço acima) ou depósito bancário identificado em nome de:

Formações Clínicas do Campo Lacaniano-RJ

Banco Itaú – agência 8598 C/C 06617-6

Informamos que as inscrições realizadas por depósito em conta bancária precisam ser confirmadas por via e-mail.

Enviar comprovante do depósito para a sede de FCCL-RJ

Autor: jccoimbra

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